Quero um presidente
que cuide de mim,
que, sobre as curvas dos seios desta terra,
faça a ordem e o progresso
emanarem prosperidade sem fim.
Quero um presidente
que já venceu a morte
e diga, com palavras sangrentas,
que somos os donos da sorte.
Sou pátria, sou coração,
sou cidadão fardado, desarmado,
sou trabalhador do campo,
sou aluno sem fim,
sou a pobreza da periferia querendo acordar.
Quero um presidente que sonhe
e veja os campos mais belos desta vasta nação,
onde o povo possa em paz caminhar,
onde as crianças não mendigam o pão.
Sou pátria, sou luz,
sou um sentimento esquecido,
mas vivo pelo sentimento daquele que morreu na cruz.
No tocante, todo projeto é em vão,
e no desejo que assopra as nuvens...
Quero um presidente que nos una,
um ser diferente, que reviva a fé,
que nos traga a verdadeira união.
— Leandro Ocsemberg

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