Sol de inverno
Sobre o túmulo do nosso amor,
Lágrimas que jorram.
O mundo não recordará
Nenhum retrato de suas bondades,
Se afogando nas lágrimas de Deus.
E eu nunca estive preparado
Para te deixar partir...
Neste lugar,
Anjos são assassinados,
Suas purezas destruídas.
E eu me pergunto:
O que não fiz para te proteger?
Eu me oponho aos céus contra sua partida.
Entrego minhas asas,
Pois de nada serve a luz a quem perdeu o chão.
Contra o silêncio de teu trono,
Renuncio à glória, em rebelião.
Nada é pior do que ficar sem o meu anjo.
— Leandro Ocsemberg

Nenhum comentário:
Postar um comentário