São anos perdidos
dentro de dias estranhos,
olhos cansados e a mente que se esconde.
É sempre o mesmo nevoeiro,
é sempre a mesma máscara.
Dentro dos corações,
o amor parece estar morto.
Frio e esquecido,
a lápide cravada
sem um nome escrito.
É sempre o mesmo nevoeiro.
O tempo dos homens românticos
já passou,
eles cumpriram o que haviam dito.
É uma aceitação dolorosa
usar seu corpo como diversão e descarte.
Duas almas deveriam se curar...
Frio e esquecido, o amor apodreceu no caminho.
— Leandro Ocsemberg

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