quarta-feira, 21 de outubro de 2026

AMOR NO CAMINHO





São anos perdidos
dentro de dias estranhos,
olhos cansados e a mente que se esconde.

É sempre o mesmo nevoeiro,
é sempre a mesma máscara.

Dentro dos corações,
o amor parece estar morto.

Frio e esquecido,
a lápide cravada
sem um nome escrito.

É sempre o mesmo nevoeiro.
O tempo dos homens românticos
já passou,
eles cumpriram o que haviam dito.

É uma aceitação dolorosa
usar seu corpo como diversão e descarte.

Duas almas deveriam se curar...

Frio e esquecido, o amor apodreceu no caminho.

— Leandro Ocsemberg

 

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