Seu retrato em minhas memórias,
foi tudo o que me restou,
e eu ainda sinto como se suas mãos
segurassem o meu coração.
Seu olhar ainda rascunha os meus sonhos,
como um eco suave que não quer partir.
Mesmo distante, você continua sendo
a calma que eu procuro sem conseguir.
Seu sorriso irradia minha alma,
assim como as estrelas enfeitam a noite.
Mesmo em silêncio, você ainda acende
cada canto escuro que existe em mim.
E quando a saudade queima o peito,
eu fecho os olhos e te encontro outra vez:
no mesmo lugar onde a memória
guarda o calor das suas mãos em meu coração.
Nos prados celestiais
O anjo que ainda habita a minha alma,
teu amor és cura,
Como a última bênção a me ser dada.
Leandro Ocsemberg

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