terça-feira, 20 de outubro de 2026

AMANHECER SOLITÁRIO II




Eu tentei esquecer o amanhã,
mas o seu rosto vive nele.
E se eu alimentar outra mentira,
menina,
minha liberdade está no seu sorriso.

Eu não aprendi a mentir,
mas não faço feito algum sem coragem.

Meu desejo é como o mar:

as ondas batem em suas barragens.
Nenhum sentimento
é desviado ou iludido.
Talvez, mal interpretado,
ou talvez... confundido.

O vento fala comigo,
dando vida à paisagem,
mostrando o caminho
sem nenhuma trairagem.

Mas sem você, tudo é uma miragem.
Meu olhar tentou lhe dizer
o quanto sinto a sua falta,

mas eu estou tentando
esquecer o amanhecer,
pois pensar somente em você
é pensar que não existe mais nada.

Se dói ou não a sua ausência...
só o tempo irá dizer.

Dentro desta tempestade,
eu ainda irei procurar por você.


— Leandro Ocsemberg

 

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