segunda-feira, 8 de junho de 2026
COPA DO MUNDO
quarta-feira, 3 de junho de 2026
MUSICALIDADE DO CAOS
Dobrando espaço-tempo,
escondendo as estrelas,
desenhando este mundo
no canto escuro e sozinho.
É isso que você é?
Enquanto a maioria mente,
a tristeza sorri,
sentimentos em cacos
misturam amores e desejos falsos.
A verdade e a sabedoria rastejam
num mundo que pergunta sem querer resposta:
o que você está fazendo?
De toda sexualidade exposta,
nem todos estão vivos de verdade.
Todo mundo é estranho,
cavando o próprio túmulo com elegância.
Eu não consigo viver de outro modo.
Tropeço, caio, levanto —
e o mundo segue mentindo.
Há um abismo entre nós.
Pele e ossos nunca foram problema para você.
Você pode reduzir tudo isso a pó. Este suspiro que me veste
arde frio como outro dia,
como a distância fantasmagórica
que se forma na imaginação.
Ninguém me diz como será o amanhã.
Ninguém promete ser diferente de ontem.
Ninguém sabe falar o que sente.
E desta dor que me veste,
toda luz é observada de longe. Enquanto a maioria mente,
há um abismo entre nós.
Leandro Ocsemberg
sábado, 16 de maio de 2026
BASTARDO
É o hoje,
O amanhã que foi o ontem,
O mesmo script,
A mesma barbárie romantizada,
As mesmas velhas mentiras,
Uma política assassina,
Um judiciário corrupto,
De um deus com suas mãos calejadas, amputadas,
Ela é como uma menininha
De uma família desestruturada e esquecida,
De uma justiça que não vale nada
Mas te sentencia as feridas,
Eu também me sinto assim,
Uma sobra para se divertir,
Sem tempo algum para sonhar,
E metade do que sou
É tempo para rascunhar,
É o hoje,
É o agora,
O amanhã que foi o ontem,
O seu cão de estimação late,
Defecando pelo seu diário enferrujado,
Sem inspiração,
Sem elucidação,
Tudo morre como se nunca houvesse vida,
Ela é como uma menininha
De uma família desestruturada, estuprada e esquecida,
Afogada em um lago de mentiras,
Ela gosta de roubar seu tempo,
Antes da mão cicatrizar
Condenando ao sofrimento,
Ninguém realmente se importa,
Todos estão fingindo, eu até acho isso legal,
Por que no fundo, eu também sou um bastardo,
É o hoje,
O amanhã que foi o ontem,
Falsos profetas sorrindo
Como se eu fosse um amanhecer no fim de tarde,
O que eles dizem é real,
Uma esmola por uma luz de velas,
Isso me faz querer roubar o seu tempo,
Por que eu apenas estou vivo,
Eu estou apenas sobrevivendo
Das migalhas de quem nos crucifica, e nos deixa desvanecendo.
Leandro Ocsemberg
domingo, 19 de abril de 2026
JUDICIÁRIO ASSASSINO
As pedras estão rolando
De volta para o abismo,
As lágrimas do divino
Transbordam tudo ao redor,
O respirar no silencioso da oração,
Acuado ao chicote da religião,
Qual sangue santo em adoração?,
Há um Deus morto no coração,
E ele construí um reino pagão,
Corações sedentos de justiça,
Dobrando seus joelhos em adoração,
Assombrados pelos tribunais dos homens e suas injustiças,
Crianças despedaçadas
Confrontam os anjos,
Há um Deus morto no coração,
E ele construiu um reino pagão,
Dentro de um judiciário assassino,
O amor que faz crescer..
Cultiva esperança que há no amanhecer,
Eu não sou o único tolo escravo do judiciário,
Segredos de justiça..
O fogo grelhando a carne,
A lua, os caminhos advocatícios..
Foi o mais puro dos amores,
Este poema irá erguer a verdade,
No entanto, as estrelas lacrimejaram meus sentimentos,
Isto irá me assombrar pela eternidade,
Minhas lágrimas foram guardadas,
Eu me perdi quando Deus tocou em mim,
Mas eu me vingaria pelo desprezo ao seu amor, senhor..,
Sua justiça divina combina,
Ela é perfeita ao espaço pobre e humano,
Essas cores noturnas..
São os seus olhos,
Pai abençoado..
Eu me recolho, seu filho único sangrou,
Há outro motivo para você ter me enviado para aqui?
Leandro ocsemberg
domingo, 26 de outubro de 2025
SEU SORRISO III
Eu observo as estrelas,
Tão solitárias na noite,
E eu não consigo evitar
De pensar em você,
Cada gesto de sua mão..
Cada movimento de seu olhar..
O tempo passa despercebido,
O vento sussurra entre o desconhecido,
E tudo o que sinto neste momento..
É a falta do seu sorriso,
Eu tenho sido distante,
Um pensamento solitário,
Vagando na ilusão
De estar envolto aos seus abraços,
No vulto da noite,
O fantasma da sua ausência me assola,
O teu silêncio fere o meu coração como uma onda,
Eu tenho sido um garoto solitário,
Um homem profundamente apaixonado,
Vivendo á sonhar
Com o anjo mais lindo perto do paraíso,
E tudo o que posso dizer é;
Seu sorriso é tão lindo,
É a única lembrança que terei para recordar.
Leandro ocsemberg
sábado, 6 de setembro de 2025
SINFONIA DA VIDA
Enquanto ouço o teu silêncio,
Arduamente.. minhas lágrimas borram as memórias,
E isto guerreia com minha alma,
Em meu moribundo corpo
Trêmula o cavalgar do sangue,
Gélido como o vento na noite,
Pois eu nunca mais viverei nestes prados celestiais,
Em seus olhares perdidos,
Você se esqueceu do seu amor,
E sua criação se decompõe através das estrelas,
Em suas luxúrias
Agonizam aos prantos de lamentações,
Seus falsos profetas
Estão sem desculpas,
E extraem toda a beleza de sua divindade,
Que milagre virá de qual adorador?,
Você me levou de mim mesmo
Com a sua magnífica unção,
Deixando fascinados
Anjos perdidos, buscando pelas promessas de perdão,
Morreremos diante de teus olhos,
Afogados no lago fantasmagórico do pecado,
Nós nos perderemos
Enquanto a sinfonia da vida desaparece.
Leandro ocsemberg
sábado, 9 de agosto de 2025
NO CADÁVER DA JUSTIÇA
Onde estás, ó meu Senhor?,
Teu olhar paira além do véu?,
Em parábolas de luz escondida,
Vigias o clamor que o medo formou?,
A injustiça se ergue, soberana,
Como um ladrão que ronda os becos,
A ilegalidade, embriagada de poder,
Sufoca a verdade em seus ecos,
No rosto de uma criança,
Lágrimas gritam por justiça,
Faminta pela paz,
Sedenta por tua luz bendita,
No cadáver da justiça,
Lobos e abutres festejam tragédias,
Enquanto inocentes, na escuridão caminham,
carregam no peito a chama da esperança,
Trêmula, como uma vela que não se apaga,
Haverá a sua intervenção?, ó meu senhor,
Como uma traição divina, assassinatos se tornaram rotina,
Como uma avareza divina,
A injustiça parece ter se firmado,
Desmoralizando a sociedade,
Estrangulando a dignidade,
Como um barco naufragado,
Tua mão, que guia os céus,
Virá romper as cadeias da dor?,
Tua luz para purificar a bondade, e nos transbordar de paz e amor?,
Ouça, ó meu senhor,
O grito dos humildes
Colidem fervorosamente contra os céus,
Haverá a sua intervenção?, ó meu senhor.
Leandro ocsemberg
segunda-feira, 4 de agosto de 2025
LAMENTAÇÕES
sábado, 17 de maio de 2025
MUNDO LOUCO
Não chore esta noite,
Eles estão nos manipulando friamente,
E minha solidão sussurra em meio a tempestade de lágrimas..
Nós estamos sozinhos,
Nós sempre estivemos sozinhos,
Quando a cicatriz arde..
A face sombria deste mundo esta sorrindo,
E não é a primeira vez que fecho os olhos e deixo as luzes acesas,
É um mundo louco,
Durante toda a nossa vida,
Eu sempre soube que nada é para sempre,
Mas seu sorriso
Desperta uma esperança estranha,
E em meio essa enxurrada de maldade humana..
Não chore esta noite,
É um rascunho do paraíso em nós,
Esta sedenta súplica por justiça,
Não chore esta noite,
Nada é para sempre,
Eu sempre soube..
Eu sempre acreditei,
Nós estamos sendo manipulados,
Eles estão nos enganando,
É um mundo louco,
E eu só me agarro aos sonhos mais bonitos que já tive,
Eu sempre soube..
Eu sempre acreditei..
O amor do divino
Afigura a beleza mais íntima na solidão.
Leandro ocsemberg
sábado, 29 de março de 2025
MILAGRE
Lançadas contra a carne do tempo,
Entre o martelo da justiça e a bigorna do destino,
Peles ressequidas, sepultadas em esquifes mudos,
Traçam um coração ornado como um mausoléu,
E sob o véu de lágrimas errantes,
O Olhar eterno vigia, incansável,
Ele inscreve o justo e o torpe
Em tábuas que o mundo não lê,
Enquanto a terra se contorce e se desfaz,
Rachada por mãos cegas,
A noite desce gélida,
E eu, peregrino faminto,
Busco o prodígio flamejante,
Aquele que acenderá paz sobre os escombros,
Sorrisos frágeis, esculpidos em cinzas,
Afogam-se em abismos de melancolia,
Eis o que se oculta sob o disfarce do século:
Uma máscara rota, um grito silente.
E eu, ainda, clamo por um milagre,
A chama que trará amor às ruínas,
Que revele o amanhecer
Onde o fim se curva ao princípio.
Leandro ocsemberg
quarta-feira, 15 de janeiro de 2025
ESPÉCIE HUMANA
Assopre e fuja,
Esquecido, desprezado e empoeirado,
Isto não é,
Isto nunca será,
Nós tropeçamos,
Nós fracassamos,
Nossas orações colidem na parede,
Isto não é,
Isto nunca será,
Agora, outra vez tentamos
E nossas emoções falharam,
Tudo aquilo que você disse
Para nunca nos sentirmos sozinhos..
Tudo aquilo que você prometeu
Se esfarelando em egotísmo,
Nós fracassamos,
As lagrimas e o sangue
Não queimam os teus santo pés?,
Agora, mais uma vez imploramos,
Assopre e fuja,
Não se envergonhe do fracasso humano,
Sua descendência é uma espécie que deu errado no amor.
Leandro ocsemberg
domingo, 29 de dezembro de 2024
ROSAS AZUIS III
É esse seu olhar distante..
as vezes pareço nunca
estar no lugar onde mereço,
Eu observo as estrelas solitárias,
vivendo seu fim na moldura do universo,
Sem tempo algum para chorar,
E o que quer você diga..
E o quer que você pense..
As rosas também vivem o seu fim,
Sem tempo algum para lamentar..
Não há medo para temer,
Não há nada para ser modificado,
Nosso amor é amor verdadeiro,
Ele nunca falha,
É esse seu jeito frio,
Nenhuma solidão suporta isso,
Sem tempo algum para perder..
Nós estamos fracassados em nosso orgulho,
E o que quer você diga..
E o que quer que você pense..
Distante de seus braços..
O mundo é apenas um rascunho,
Distante de seus sonhos..
Eu sou um tolo sem amor.
Leandro ocsemberg
quinta-feira, 17 de outubro de 2024
SILÊNCIO
As vezes dói,
as vezes parece que não é nada..
seu fantasma, suas gargalhadas,
uma luz no túnel das lembranças,
em minha pele..
o vento não esta certo,
você ainda dança no palco de minha memória,
tudo oque você diz..
vendo a miragem do seu sorriso..
este silêncio não é o caminho,
em minha visão..
sentimentos distorcidos,
eu ainda sinto como se fosse da primeira vez,
todo o seu gesto..
seu jeito meigo e o seu olhar desprovido..
você ainda vive em mim,
nós precisamos conversar sobre isto?,
se o amor esta no caminho..
se o amor é o destino..
eu não sou um estranho em seu ninho,
sem o seu afago.. eu nunca estou no lugar ao qual pertenço.
Leandro Ocsemberg
sábado, 1 de junho de 2024
ALIENAÇÃO PARENTAL
..eu preciso de um pouco mais,
Eu preciso de um pouco mais desta distorção fantasmagórica?,
São mentiras e verdades
as fotografias que minha mente guardam?,
então a sua mão que me acaricia
é a mesma que me destrói?,
Assombrado pelos seus erros
no estreito de seus bastidores
eu me sinto o rejeitado favorito,
Eu preciso de um pouco mais,
eu preciso de um pouco mais
ser afastado de onde a luz pode estar?,
Então as verdades que você diz
São mentiras para fugir
entre as figuras que nunca existirão?,
Nas noites solitárias
a imaginação colapsa em qual dos abraços frios eu serei devorado,
Eu preciso de um pouco mais
ser instrumentalizado?,
uma máquina de ódio cheio de amor vazio esfarelado?,
Eu preciso de um pouco mais de luz,
Por que as vezes eu me sinto como um inseto que outrora foi ig
norado.
Leandro ocsemberg
sexta-feira, 12 de janeiro de 2024
CAMINHOS
Deve ser só coincidência..
Nós temos lágrimas para guardar,
Está guerra nunca irá acabar?,
Me ponha em seus abraços,
Me segure tão forte,
Todo essa dor presenteada..
Ninguém consegue ver?,
Nós temos feridas para cuidar,
Sem nenhum destino para determinar o certo ou o errado,
Solidão na escuridão..
Não posso mais te ver assim,
Sua mão fantasmagórica sobre meu coração,
Deve ser só coincidência,
E certamente isto não está certo,
O mundo desabando perante seus olhos,
Ninguém consegue ver?,
Nesse momento..
Diferente do que todos dizem..
Toda essa farça arquitetada em nossos caminhos,
Nós temos medos para superar,
Me encaixe em seus abraços..
Esse frio vazio ao seu lado..
É uma guerra que devemos travar.
Leandro Ocsemberg
domingo, 24 de dezembro de 2023
POEIRA
Eu não sinto suas mãos moribundas sobre meu túmulo,
Eu não ouço suas lágrimas de coração vazio,
Então nunca houve nada aqui,
nenhum lugar para chamar de lar,
Palavras estranhas
que desaparecem no silêncio..
é o seu olhar distraído,
Por que somos tão estranhos
arquitetando o mesmo sentimento falso que preenche os olhos?,
Então você nunca esteve aqui,
Você nunca soube o quanto dói,
Eu não ouço os seus passos rangendo,
Sem o vulto das despedidas perdidas,
Por que somos tão iguais
dentro deste escuro da noite,
Nos perdendo aos poucos
Como uma canção triste..
Que levanta uma poeira que nos divide.
Leandro ocsemberg
sexta-feira, 3 de novembro de 2023
UM HOMEM
Eu conheci um homem
que caminhava para a má sorte,
E ele viu a face de Deus,
Dentro de um labirinto sangrento,
Suas lágrimas
eram tão frias quanto a escuridão
pode durar,
Eu conheci um homem
Que ouviu as lamentações de Deus,
O fracasso da vitória,
A eternidade da morte,
Em campos cinzentos
sobre túmulos de anjos..
A desgraça de sua criação,
Rupturas emocionais
em caixões de pele e ossos..
Acorde criador..
acorde desse seu amor fracassado,
Por todas as súplicas
Que você recusou,
Acorde senhor criador,
Só o amor pode nos salvar,
Eu sou apenas um que respiro lentamente meu próprio suicido.
Leandro ocsemberg
quarta-feira, 26 de julho de 2023
UTOPIA DA GLÓRIA
É pouco, é louco,
montanhas de corpos estraçalhados,
Da coroa do rei ao trono
decapitados, murmurando lamúrias de um povo escravizado,
Tirar-me ei da luz,
desprezeis tua singela alcatéia que com furor conduz ressentimentos,
és veneno nas palavras,
a virtude da bondade que sussurras ao relento,
tu dizeis, queres paz
com guerra infame,
és fera esfomeada sedenta por sangue,
tú cobiças vitória
pisoteando os fracos,
Em linhas douradas com seus trapos fantasiados de jóias,
podes ouvirdes agora?,
a alma que outrora fora morta dentro de ti?,
podes sentir-lhes agora?,
és a mesma proza,
utopia de glória ser feliz,
é pouco, é louco,
é o que és,
antes, depois e agora,
repousa em castelo de terra
que o tempo borra e leva embora.
Leandro ocsemberg
segunda-feira, 20 de março de 2023
MENINA MISTERIOSA
O sol cantou pela manhã,
E eu..
eu ainda continuo sozinho,
Não que eu tenha te esquecido..
Ou que o destino tenha tramado contra nós,
Mas foi preciso te deixar ir,
Foi preciso deixar o coração sentir a sua falta,
Seu sorriso visita meus sonhos
E clareia as noites solitárias,
Seu olhar me prende no caminho
Ao qual sempre quis explorar,
Em um mundo tão frio de sentimentos..
Uma platéia vazia de amor,
No palco das emoções..
Interpretes, filósofos e poetas
Chorando em linhas lágrimas de dor,
E algo ainda me diz
Que o paraíso dos seus braços
É o ninho do meu coração,
Estamos tão distantes..
E talvez você esteja nos braços de um outro qualquer,
Somos tão difefentes..
Mas é só você que meu coração quer,
Outra noite triste e solitária cai,
Eu continuo sozinho,
Eu continuo sozinho e me perguntando..
Menina misteriosa..
Como deixei você escapar?.
Leandro ocsemberg
(Dedicado para Franciane Alves)
terça-feira, 17 de janeiro de 2023
SENHOR ESCRITOR VI
Arquiteto da vida

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