Policial, prenda este homem,
ele afronta a tirania
eleita com rascunho e ego frágil,
Uma caneta de tinta azul
basta para destruir qualquer sonho. Leis dessintonizadas,
sentenças como números da sorte…
É isso que se colhe da omissão.
Defensoria pública,
acuse este homem!
É o que ele merece por desafiar a gente. Eu estive lá —
um pedaço de paraíso
que era apenas rascunho do inferno.
Nunca fui agraciado com propinas.
Juízes frustrados,
promotores exaustos
atrás de uma mesa e copos de vinho
encharcados de decepções..
É Copa do Mundo,
e eu não consigo evitar o desprezo.
Qual será a falsa sentença ou acusação?
A justiça virá rápida
ou será longa e devastadora prisão?,
É Copa do Mundo…
eu poderia correr e fingir que nada está errado,
Mas meu conflito primitivo
bravamente me traz esperança.
Policial, prenda este homem —
ele está pensando.
Isto é um risco à democracia.
O povo não pode entender o que é liberdade.
Leis dessintonizadas..
sentenças como números da sorte,
multidões assassinadas mundo afora…
Homem contra homem,
verdade contra mentiras..
É Copa do Mundo.
No fundo da minha alma
o socorro é um paradoxo,
No fundo da minha alma
a chama da luz é inconfundível.
Leandro Ocsemberg

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