sábado, 9 de agosto de 2025

NO CADÁVER DA JUSTIÇA


 



Onde estás, ó meu Senhor?,

Teu olhar paira além do véu?,


Em parábolas de luz escondida,

Vigias o clamor que o medo formou?,


A injustiça se ergue, soberana,

Como um ladrão que ronda os becos,

A ilegalidade, embriagada de poder,

Sufoca a verdade em seus ecos,


No rosto de uma criança,

Lágrimas gritam por justiça,

Faminta pela paz,

Sedenta por tua luz bendita,


No cadáver da justiça,

Lobos e abutres festejam  tragédias,


Enquanto inocentes, na escuridão caminham,

carregam no peito a chama da esperança,


Trêmula, como uma vela que não se apaga,


Haverá a sua intervenção?, ó meu senhor,


Como uma traição divina, assassinatos se tornaram rotina,


Como uma avareza divina,

A injustiça parece ter se firmado,


Desmoralizando a sociedade,

Estrangulando a dignidade, 

Como um barco naufragado,


Tua mão, que guia os céus,

Virá romper as cadeias da dor?,

Tua luz para purificar a bondade, e nos transbordar de paz e amor?,


Ouça, ó meu senhor,

O grito dos humildes 

Colidem fervorosamente contra os céus,


Haverá a sua intervenção?, ó meu senhor.


Leandro ocsemberg


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