Onde estás, ó meu Senhor?,
Teu olhar paira além do véu?,
Em parábolas de luz escondida,
Vigias o clamor que o medo formou?,
A injustiça se ergue, soberana,
Como um ladrão que ronda os becos,
A ilegalidade, embriagada de poder,
Sufoca a verdade em seus ecos,
No rosto de uma criança,
Lágrimas gritam por justiça,
Faminta pela paz,
Sedenta por tua luz bendita,
No cadáver da justiça,
Lobos e abutres festejam tragédias,
Enquanto inocentes, na escuridão caminham,
carregam no peito a chama da esperança,
Trêmula, como uma vela que não se apaga,
Haverá a sua intervenção?, ó meu senhor,
Como uma traição divina, assassinatos se tornaram rotina,
Como uma avareza divina,
A injustiça parece ter se firmado,
Desmoralizando a sociedade,
Estrangulando a dignidade,
Como um barco naufragado,
Tua mão, que guia os céus,
Virá romper as cadeias da dor?,
Tua luz para purificar a bondade, e nos transbordar de paz e amor?,
Ouça, ó meu senhor,
O grito dos humildes
Colidem fervorosamente contra os céus,
Haverá a sua intervenção?, ó meu senhor.
Leandro ocsemberg

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