quinta-feira, 17 de outubro de 2024

SILÊNCIO




SILÊNCIO

Às vezes dói…
às vezes parece que não é nada.
Seu fantasma, suas gargalhadas,
uma luz no túnel das minhas lembranças.

Em minha pele
o vento não está certo.
Você ainda dança
no palco da minha memória.

Tudo o que você diz
ainda ecoa em mim.
Vejo a miragem do seu sorriso
e este silêncio não pode ser o caminho.

Em minha visão
os sentimentos se distorcem,
mas eu ainda sinto
como se fosse a primeira vez.

Todo o seu gesto,
seu jeito meigo,
seu olhar tão desprovido de defesa…
você ainda vive dentro de mim.

Nós precisamos conversar sobre isso?

Se o amor está no caminho,
se o amor é o destino,
eu não sou um estranho em seu ninho.

Sem o seu afago
eu nunca estou no lugar
ao qual pertenço.

Leandro Ocsemberg

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