SILÊNCIO
Às vezes dói…
às vezes parece que não é nada.
Seu fantasma, suas gargalhadas,
uma luz no túnel das minhas lembranças.
Em minha pele
o vento não está certo.
Você ainda dança
no palco da minha memória.
Tudo o que você diz
ainda ecoa em mim.
Vejo a miragem do seu sorriso
e este silêncio não pode ser o caminho.
Em minha visão
os sentimentos se distorcem,
mas eu ainda sinto
como se fosse a primeira vez.
Todo o seu gesto,
seu jeito meigo,
seu olhar tão desprovido de defesa…
você ainda vive dentro de mim.
Nós precisamos conversar sobre isso?
Se o amor está no caminho,
se o amor é o destino,
eu não sou um estranho em seu ninho.
Sem o seu afago
eu nunca estou no lugar
ao qual pertenço.
Leandro Ocsemberg

Nenhum comentário:
Postar um comentário