sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

AMOR, DOCE AMOR DE PAIXÃO




Amor, doce amor de paixão,
derrame sobre mim,
seu encanto e sedução,

faça-me queimar
como as chamas da veredas,
infiltre em mim suas madeixas,

na silhueta de seu corpo,
quero abranger minha alma solitária,
em seu perfume acalantado de prazer
quero me iludir, me embriagar,

amor, doce amor de paixão,
flor espinhosa de bela introdução,
em seu agrado de pura sensualidade
deleito-me nos braços de sua perdição,

nos campos de alvoraçado devaneio,
em teu seio nu, deslizo-me em lábios sedentos,
almejando o profundo do teu prazer,

guiado em teu olhar aprisionado
me desfaço de solidão árdua,
despenco em seu devasto oceano
de marés em paixão abrasa,

no arranhar de sua pele
deslizo suavemente como a neve,

que ao cair da noite, se refugia nas ternuras dos seus afagos.

LEANDRO OCSEMBERG

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

CORRENDO



Uma lágrima no olhar..
E todas as coisas que você quis..
Tudo aquilo que  você desejou..
Transformado em sonhos despedaçados,

Em uma manhã de solidão..
Você já esperou por uma verdade?,
Qual é o sentido de um milagre?,
Eu também já tropecei em um sonho,

As lamentações se despedaçaram..
Nossas lágrimas falharam?,

Em um romance falho..
Em um desejo que não pode durar..
Eu estou correndo..
Correndo atrás de um sonho,

Uma lágrima no olhar..
Em um romance falho..
As lamentações de um desejo longuíssimo,

Em uma manhã de solidão,
Você já esperou por um milagre?,
A dor se petrificou em exaustão,

Em um romance falho..
Em uma lágrima de dor..
As lamentações de um desejo,

Você já desejou um milagre?,

Sonhos despedaçados,
Em um desejo que não pode durar,
Eu estou correndo atrás de um sonho,

Correndo atrás de um sonho..
Você já desejou um milagre?.

Leandro ocsemberg


O AMOR SANGRA





O amor se fere,
Palavras estúpidas sem calúnias,

Você se despoja de sua nuvem,
Observando através do sombrio do coração,

Por dor, ou por um mero jogo sentimental, o amor sangra,

Sorrimos como crianças,
Era este o desejo do seu coração,
O amor sangra por falta de perdão,

No símbolo de um grunge,
Ou no acorde do por do sol..
O amor sangra,

O que é este céu para mim ou para você?,

Para mim ou para você?,
Para mim ou para você tudo foi criado?,

Eu deixei o meu orgulho afogado,
Eu deixei ele onde nunca deveria estar,

Eu chorei toda essa sua vingança,
Eu ainda canto como criança
Na dor de quem tem o rei no umbigo,

O amor sangra,
O que é este céu para mim ou para você?,

Você sorri de sua nuvem,
Sem ninguém para te culpar..
Sem ninguém para te acusar,

O amor sangra,
Através de um sorriso amarelo,
Ou do ouro gélido de suas intenções..

Ou pelas mechas de suas ideias mirabolantes,

Eu sangrei toda essa sua vingança,
Eu canto e danço como uma criança,

O amor sangra..
E enquanto ele sangrar..

Eu acreditarei na dor.

Leandro Ocsemberg

#laynestaley

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

SUSPIROS



É apenas o despertar de um suspiro,
A lembrança nunca irá desaparecer, a vida já havia me dito..
 quando você procura..
Você encontra no brilho das lágrimas,

É apenas o sopro de um suspiro,
As vezes dói, as vezes flutua,
Tão profundo quanto o desejo de viver,

Você assisti a sanidade brindando com a loucura, eles dizem que isso é o amor próprio,

 Mas está tudo manchado
Tão suave como o corte profundo de uma ferida,

Há mais dor do que amor,
Existe mais ferida do que cura,
E quando você se procura..
Você se vê no brilho das lágrimas,

Você assisti a sanidade brindando com a loucura, eles dizem que isso é o amor próprio..

Dentro da dor, fora do paraíso,
A lembrança nunca desaparecera,
Há mais dor do que amor,

Refletido pela luz
Ou marcado pela escuridão,
Desenhamos mais feridas do que cura,

Dentro da dor ou fora do paraíso,

Você assiste a sanidade arquitetando sofrimento.


Leandro ocsemberg


Dedicado a Nancy Staley mãe de layne tomas staley


sábado, 3 de junho de 2017

ESCORIA DA MALDADE



            


Eles querem preferência,
Mas ressecam nossos lábios de fantasias,
Narcotizando nossas mentes..
Nós somos enfermos, mas eles são a escoria da maldade,

Desenhe seus desejos,
Salde seus atributos,
sonhos que colidem nas paredes em palavras emporcalhas,

Eles querem preferência,
Com olhar de anjo e asas de demônios..
Uma coincidência seria bom para suavizar,

Abrigue seus temores,
Narcotizando nossas mentes..
Eles irão buscar no seu profundo para revela-los,

Manifeste o seu sangue,
E eles dirão que você não é você,
Uma coincidência para te confundir,

Eles querem preferência,
E eles copiaram as palavras do seu coração,


Eles querem ser eleitos,
E eles articularam que estarão para o nosso propósito,
Uma coincidência para te confundir,

Nós somos desamparados, mas eles são a escoria da maldade.


Leandro Ocsemberg


sábado, 20 de maio de 2017

CURA







As lágrimas ecoam como um raio,
Os incapazes sacam suas armas e sem verdades para se restaurar..
O pretexto segue o caminho da utopia,

Enquanto a amargura carece de clérigo,
Amordaçados em orgulho próprio,
Nossas películas e nossos ossos estão se estilhaçando,

Sem luz para se refletir..
O pretexto segue o caminho da utopia,

Os incapazes sacam suas armas,
Amordaçados em orgulho próprio..
O desprezo fora o acaso que confidenciou,

Sem luz para se refletir..
O pretexto segue o caminho da utopia,
se perdendo para dar certo,
se encontrando para o desfecho enquanto a amargura carece de clérigo,


Nossas películas e nossos ossos estão se estilhaçando,
Os incapazes sacam suas armas,
se encontrando para arruinar o ódio que arquitetou,

As lágrimas ecoam como um raio,
Os incapazes sacam suas armas,
Amordaçados em orgulho próprio..
Sem luz para se refletir..
O pretexto segue o caminho da utopia.


Leandro Ocsemberg















quinta-feira, 11 de maio de 2017

ERA UMA VEZ




Era uma vez um sonho,
E ele brilhava como as estrelas no olhar de uma criança inocente,

Era uma vez uma vida,
E ela sorria, cantava e dançava,
Mas uma nuvem negra de céus cinzentos se aproximou..

Era uma vez uma pura verdade,
Tão linda como o amor puro,
Mais brilhante que as estrelas do céu,

Era uma vez o amor..
Uma chance perdida..
Uma lágrima vagante nas asas da dor..

Diga-me desconhecido sentimento;
Por que perdemos os nossos verdadeiros sentimentos?,

Era uma vez uma lágrima,
Uma vida perdida, um coração sem batida, um suspiro sem calor..

Diga-me desconhecido sentimento,
Se eu não sou tão igual a você, ou se nossas diferenças nos tornam monstros inimagináveis?,

Era uma vez um coração,
E ele batia, batia,batia,e batia como a luz do dia,

Era uma vez a luz do dia,
Que sobre a vida regia.. mas que por ganância se desviou,

Era uma vez uma vida pura que se petrificou,
E que mesmo sobre a dúvida de seus desejos se descipou,

Era uma vez um coração.


Leandro ocsemberg.