sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

HUMILDEMENTE






As pessoas são felizes?,
um amor necessitado, um sorriso carente,
a Inferioridade é apenas uma expressão,

tão privilegiada são as calúnias que fluem
sobre o rosto desfigurado da ausência,

as pessoas são felizes?,
suspendidas em sonhos,  saltando arapucas,

amor emoldurado, apenas um retrato para chamar de lar,
humildemente certos milagres vivem apenas para morrer,

um olhar no rabisco de uma poesia de romance falho,
sobre o rosto desfigurado da ausência..
a paz não tem vez na milésima atitude vibrante,

tão privilegiada são as calúnias que fluem
de lábios de palavras incendiárias,

as pessoas são felizes?,
tempo precisa de tempo, poeira precisa de vento,
a paz não tem vez na milésima atitude vibrante,
amor emoldurado, apenas um retrato para chamar de lar,


humildemente certos milagres vivem apenas para morrer.




LEANDRO OCSEMBERG

domingo, 29 de janeiro de 2017

AMANHÃ



Eu sonho com um amanhã sem guerras,
Você já sonhou com o mesmo?,
Eu desejo que meus filhos não tolerem essa dor,
Você já desejou o mesmo?,

Não repita que o amanhã falhara,
Nós falhamos, desista de sua vingança, nós falhamos,

Como ser humano eu perdi, você também submergiu,
Humanos?, em partes de valores onde nos distinguimos?,

Eu sonho com um amanha sem indiferenças,
Você já desejou o mesmo?,
Eu desejo que meus filhos sonhem com esse amanhã,

Assista á tudo isso.. presencie, não financie a sua dor,

em partes de valores..
eu desejo que meus filhos não presenciem o mesmo,
como ser humano meu amor foi colocação á avaliação,

Humanos?, eu desejo que meus filhos não signifiquem expostos á prova,

Assista á tudo isso,
Eu sonho com um amanhã sem guerras,
Você já sonhou com o mesmo?,
Eu desejo que meus filhos sonhem com esse amanhã,

Eu desejo que meus descendentes não cometam os mesmos erros,

Você já sonhou com o mesmo?,

Eu sonho com um amanhã sem guerras.


LEANDRO OCSEMBERG

Dedicado ao um filho que perdeu recentemente sua amável e doce mãe.





quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

ENTRE O CÉU E O INFERNO

                 



Uma tempestade se aproxima,
eu assisto deste horizonte.. eu á obtenho ao meu caráter,
e isto fere.. isto transborda,.. e isto transforma,

em um retrato que Picasso não retratou..
eu assisto as tragédias que os humanos criam,

este momento é um momento,
no fim da tempestade ele será o mesmo?,

por mais que você dê seu amor..
por mais que seu coração conceda  este sentimento..
eu assisto deste horizonte..
irmão adotando irmão,

em um retrato que Picasso não retratou..
este momento é um momento,
irmão abraçando irmão,

por mais que você dê seu amor..
por mais que seu coração conceda  este sentimento..
entre o céu e o inferno..
o que existe é..

em um retrato que Picasso não retratou..
a humildade é a fortaleza dos nobres,  

eu assisto deste horizonte..
em um retrato que Picasso não retratou..
a humildade é a fortaleza dos nobres,  

por mais que seu coração conceda  este sentimento..
onde Deus proceder.. eu estarei lá.

LEANDRO OCSEMBERG

(dedicado para meu irmão Marco antonio, vulgo Kabelo do MC´S CYGANU´S)


terça-feira, 17 de janeiro de 2017

SENHOR ESCRITOR

           

                              

           Uma carta a Deus

Você esquematiza sobre os emaranhados,
ilustra no automático arquitetais,
veja isso como você é,


e quando se interroga quem você é..
senhor escritor, o que nos tornamos?,


eu habituava a sorrir correspondendo a inocência ceifada,
na simplicidade de um fungo colossal,


senhor escritor, a verdade esta em chamas,
assim como um ofuscado possui uma singular visão,
assim como um saco de pele e ossos colide contra o chão,


que espécie animalesca nos contornamos?,


senhor escritor, veja isso como você é,
eu habituava a sorrir correspondendo a inocência ceifada,
senhor escritor, seus profetas comercializam suas lamúrias,


quando se interroga quem você é..
senhor escritor, a verdade esta em chamas,
assim como um ofuscado possui uma singular visão,
assim como um saco de pele e ossos colide contra o chão,


que espécie animalesca nos contornamos?.



LEANDRO OCSEMBERG

segunda-feira, 21 de julho de 2014

ADERÊNCIA




















É esta dor profunda, coagulante
que inflama em vistas leprosas,
nenhum cálice pagão jaz aqui,

eu estou na beira do fim,
e quando observo o começo..
tudo o que é divino foi dilacerado,

quando significávamos crianças..
nossas doses permaneciam em fluxo,
e eu ainda aplico um trago de inocência sobre mim,

o véu da noite cavalga sobre o gramado,
e sobre os pés.. o jardim esta aparado em gramas ressecadas de ganancias,

no olhar de um anjo abatido,
a dor abate amenamente como um ladrão,
e não ao refugio límpido de nossas uniões,

eu estou na beira do fim,
e quando observo o começo..
o ímpeto ao corpo és como um galardão,

em meu escasso desejo..
as estrelas brilham sobre a luz reluzente do ouro e da prata,
e não sobre ao dardo ébano imortal de meu espirito,

eu dreno o meu folego,
do ímpeto aos pés de meu corpo,

eu ainda aplico uma dose letal  de inocência sobre mim.



Leandro Ocsemberg

terça-feira, 17 de junho de 2014

LUCIDEZ




























Quanto auxilia uma lágrima?,
você realmente sabe o que é ser feliz?,
a vida te esbofeteia o semblante
toda vez que sonhos são pegos à prova,

quanto tempo leva para construir a beleza de uma vida?,
apague a luz,
eu preciso lacrimejar sozinho naquele velho canto úmido,

apague a luz,
um amor amigo, um mundo novo,
sonhos que brilham como o ouro,
e se eu estiver ficando louco?,

apague a luz,
as lágrimas ardem em passagem meu rosto,
por tanta mentira, por tantos desgostos,

um amor amigo,
um mundo novo,
e se isso for uma fantasia?, e se eu estiver ficando louco?,

eu preciso lacrimejar sozinho naquele velho canto úmido
toda vez que sonhos são contraídos à prova,

eu preciso lacrimejar,
e se isso for fantasia?, e se eu estiver ficando louco?,

apague a luz,
eu preciso conversar com os céus.




Leandro Ocsemberg      

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

TREM DA VERDADE



















Ela saltou do trem em movimento
e tudo oque restou foram as calúnias,
desvanecendo entre as nuvens..
seu nome esta em vermelho no mar de meus olhos,

ela saltou do trem em movimento,
e todas as nossas vidas se esfolam com a sua deficiência,

oh não,
são de queixas que escapamos de nós mesmos
sujando as linhas que conduzem os pés,

ela saltou do trem em movimento,
e a dor dói,  mas as vezes..
quando você deita ela para dormir
tudo oque vem..

oh não,
uma chaga na pele, e isto conflagra,
queima em nome de um amor,

desvanecendo entre as nuvens..
todas as nossas vidas se esfolam com a sua deficiência,

oh não,
ela saltou para o abismo,
e as vezes.. as vezes..
o fim te apanha no atalho que você ostenta para evita-lo.


Leandro Ocsemberg