quinta-feira, 19 de abril de 2012

POR UM MINUTO
























A estrada está cheia de curvas,

não é fácil traduzir a dor,

apagam-se as luzes,
a festa acabou, a fantasia se rasgou
na cerca farpada das pedras vivas,

isto é o que o sol te oferece?,
um brilho embaçado no sopro labial,

em taças vazias sobre mesas sem pernas,
cadeiras de rainhas e um jardim sem vida,

é isto que o sol te oferece?,
uma luz brilhante de incertezas,
fugindo na estrada de sua própria história,

apagam-se as luzes
outra escuridão desenhada, outro céu sem estrelas,
e uma única chama no bolso para incendiar as ideias,

é isto o que o sol te oferece?,
um caminho para se perder
dando de si tudo o que podia,

apagam-se as luzes,
é preciso dormir para esquecer  
a musica sem rima na estrada,

a fonte nascente está no alto seco  do deserto,

é isto o que o sol te oferece?,
um campo de areia que atinge seus olhos
e deixa cego na estrada, na estrada do medo,

por um minuto,

eu estava perdido, eu me enxerguei na luz ,
através da sombra sobre meus ombros.







LEANDRO OCSEMBERG

quarta-feira, 18 de abril de 2012

O ANJO REBELDE








































Plantações de lágrimas, flores da dor,

é um orgulho ferido ferir a si mesmo,


apenas a pele te completa no sangue
é o que decidimos para ser o que não seria sempre,


tomando uma direção no sétimo por do sol
eu vejo a luz acender no escuro,


ela é um anjo rebelde e revelador
e eu não queria nada de errado,


aposto que você já disse antes

que jamais queria acertar errando,


imaginar que você sabe como
fugir de sua armação, eu não me importo,

o inferno é onde suas mentiras estão,


seus truques queimando
em um buraco em sua mente,

em suas mãos vazias de amor,


aposto que você já disse antes

que jamais queria acertar errando,


entre as estrelas solitárias
suas suplicas vagam pelo perdão,

seus olhos carregados pelo distúrbio


procuram a imagem de sua rendição,


ela é um anjo rebelde e revelador
e eu não queria nada de errado,

o inferno é onde suas mentiras estão,


nenhum consolo lamentável,
nenhuma palavra em seus ouvidos,

no coração disparado a batida e o suspiro,




seu arrependimento é a sua salvação.







LEANDRO OCSEMBERG

O ESCRITOR DA VIDA



















Você desenha estas linhas
tão ardentes em lágrimas de purpurina,


rabisca  sombras em seus livros,
um voto para cada salvação,
sem nenhuma certeza para o coração,
por árvores na floresta negra de ingênua invenção,


senhor escritor,
você me confunde com seus desejos,
e faz as injurias ganharem apelos,


eu me ajoelhava sobre as rochas
que ardiam meus olhos,
e fiz delas um passatempo perdido,


eu costumava a lembrar
do banho de sangue que me salvou da masmorra,
mas igual a você não há como continuar nadando neste mar,


senhor escritor,
caído ao chão são apenas velhos desejos,
iluminados a luz de velas, pobres e com defeitos,
suas duvidas são apenas medos,


senhor escritor,
meu silencio cavalga dentro da chuva,
solitário e sozinho perambula pela ruas,

ele se perde toda vez que olho fixamente  nas linhas das minhas mãos,

toda vez que o sol surge sobre minha memoria distorcida e vencida pela dor alheia.





LEANDRO OCSEMBERG

SEGURE-ME





















É um mundo real,

vitrines de reflexo e miragens,
muita coisa na calçada para recolher,

ruas esburacadas
e meu pé ficou preso na entrada de um pensamento,

dias de frio,
inverno e sereno,
a lareira dos seus braços esta sem lenha,

e eu estou indo por está calçada,

me segure,
eu encontrei uma maneira de sonhar,
quem sabe o que de verdade é viver?,

me segure,
eu bolei uma ideia para fugir
toda vez que chover no telhado sem laje,
ninguém sabe de verdade o que é viver,

é redemoinho no olhar,
é corda no pescoço todo esse alvoroço,
neste lago fantasmagórico da mente,

me segure,
O vento não ira embora,
Afinal todo tempo tem o seu tempo para acontecer,

me segure,
cedo ou tarde, não sei há que horas
alguém saberá o que de verdade é viver.






LEANDRO OCSEMBERG

MARIA FUTRIQUEIRA




















Lá vai ela,

com seu jornal em mente,
de dia ou de noite
em sua boca palavras delinquentes,

falando da vida alheia
apontando  vários defeitos,
como cada grão de areia
no mar ou a agulha no celeiro,

vive cutucando as feridas dos outros
sem ao menos se importar com quem paga suas contas,
Maria fuxiqueira,
parece até detetive investigando as horas,

sua vida é pura noticia
da desgraça e defeitos alheios,
não olha o seu próprio nariz
para entender  todos os erros,

fala por ai só da maldade
que os outros causam,
e nunca diz da bondade
que muitos ainda plantam,

seu ponto de vista
é sempre arrogante,
na sua afiada língua
só há amargura debocham-te,

nas palmas de suas mãos
tudo é dor e desprezo,
pobre fofoqueira que não conhece o zelo.




LEANDRO OCSEMBERG

CALOR HUMANO
























Coloque suas mãos sobe o meu corpo,

deixe que ela encontre a batida certa,

É um caminho quente até
o êxtase da paixão ,
um desejo que surge carregado de emoção,

e tudo o que temos,,
um desejo para nos unir,

deixe seus lábios umedecerem os meus
em um toque leve e sedutor ,

eu me faço de brilho em seus olhos
e me elevo na a proximidade do seu corpo,
um corpo sobre o outro,

é tudo o que temos ,,

você escolhe em qual maneira
devemos nos despir frente a frente
no meu peito sobre o teu seio,

abraçados, envolvidos no calor humano,
juntos nos entregamos, nos unimos em um só desejo ,

colados pelo suor dos desejos
estamos nos dividindo
para sermos um só coração,

é tudo o que temos esta noite,

uma noite de amor e paixão
noite de núpcias , de ardente tesão.






LEANDRO OCSEMBERG

terça-feira, 17 de abril de 2012

SIMPLES

















Eu senti as lágrimas no rosto,
por um desejo vazio e sem vida,

eu vi o amanhecer e suas luzes,
sonhos que deveriam ser reais
estão largados na estrada da colina próximo ao céu,

coisas simples da vida
que fazem parte de mim,
sentimentos únicos e verdadeiros
que vão nas correntezas do olhar,

coisas simples da vida
que fazem sonhos nascerem,
desejos que mudam o coração de lugar,

um jardim florido,
onde sempre vamos nos encontrar,

solitária no céu,
a lua vai entrelaçando pelas ruas
caminhos que nos levam no mesmo lugar,

coisas simples da vida
que arrastam nas correntezas toda a certeza,

certeza que sentiremos sempre a mesma emoção,
as flores que perfumam o jardim do nosso coração,

coisas simples da vida,
como o sorriso repleto de carinho,

e nossas mãos transbordantes de alegrias.



LEANDRO OCSEMBERG