sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

CIÚMES DE CRIANÇA






















Fumaça,

é apenas um fogo distorcido,
nas lágrimas cortando seu rosto, tão belo e angelical,

ele te fere com o ciúmes,
uma arma mortal e perigosa,
nas mãos de criança é mera dor fatal,

tão intocável e sensível
é o amor que não se pode ferir,
ou ele te ama, ou não,

livre para voar como os pássaros
nossas emoções nos acorrentam,
e você é tão bela como a própria natureza,

tão completa como as ondas tocando as areias,

ele sempre quer você, mas a maneira dele,
e você não pode se deter nos seus desejos,

ou somos iguais, ou não,
o sentimento não é um brinquedo,

uma calmaria no céu,
os anjos inclinam seus ouvidos
para escutar o estrondo no seu coração,

nenhuma escolha reflete a felicidade,
ou o amor é de verdade ou apenas uma mera obcessão,

ele te joga na parede em livre queda de poder,
e você sempre apaixonada não quer desfazer,

ferida no orgulho de joelhos
em seu único desejo absoluto,
você deixa de se amar para agradar a ele,

uma ironia do destino que conspira sempre
que nos deleitamos a seu favor,
ou apenas o medo de nunca acreditar em si
para não acabar sozinha?,

eu vejo as nuvens,
mas nenhuma corrente prende o sentimento,

todo prisioneiro se entrega
quando a verdade é mais pura nas mãos,

é apenas um sentimento errado
fazendo toda diferença,
não é medo, ou desespero de perde-la,

é ciúmes de criança fazendo
todo o amor se transformar em um mar de tristeza.





LEANDRO OCSEMBERG

O OLHAR NA ESCADARIA




















Feche seus olhos,

sonhe mais um pouco
a neblina na estrada irá sessar,

os ventos balançam os arbustos
nas montanhas e vagam por suas cavernas,

um sinal que veremos de novo
nas correntezas do riacho vivo,

lembre-se da noites frias
e solitárias em pleno verão,

há tempos já sei foi,

é no olhar que vem do céu
que surge a escadaria dos sonhos,

palmo a palmo em seu olhar
cada detalhe dos degraus,

um impacto na alma
e o espírito flui dentro de mim,

há um rosto nas nuvens
tão frágil no olhar,

suas asas cobrem o sol que ofusca
minhas pupilas esperançosas,

mas ver estendida suas mãos para mim,
é sentir a salvação do oceano em meu coração,

e ele canta para mim,
e ele sorri suavemente
como se tudo fosse apenas diferente,

livre de um cisco no lago sombrio
de minha mente quebrada e duvidosa,

nas plantações de ouro e prata,

dentro do jardim que emana o perfume
e seduz toda pobre alma necessitada de restauração,

uma fonte de vida e uma luz tão clara como sua pureza,
tão fitam-te em minhas incertezas, é o olhar na escadaria,

seu suspiro me cobre e me eleva na leveza,

sua presença se aproxima lentamente
deixando sentir em mim o completo no vazio
que sempre assolou minhas lágrimas,

lágrimas desaparecidas na escadaria,
lágrimas que se transformarão e um mar de alegrias.







LEANDRO OCSEMBERG

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

ANJO


























           nas mãos da criação


Anjo,
ponha suas mãos em mim
para que eu possa viver de novo,
e sentir na pele o sopro divino,

anjo,
leve-me alto de encontro
atrás da nuvens cinzentas do orgulho,
e deixar minha feridas nas mãos do criador,

é um lugar estranho, sem poder ou luz,
é um lugar perigoso sem os passos no sinal da cruz,

anjo,
ouça em silêncio minhas palavras,
não há injuria em meus lábios
sem maldade em minhas mãos
eu sigo a estrela frágil e vagante nas palavras,

anjo,
quem entre todos lembrará
que uma vida trocada por muitas
fez a diferença entre tudo que se constrói,

é um confronto no olhar
entre diferenças casuais,
mas todo desejo é o mesmo, amor e paz,
para que estamos vivendo?,

anjo,
eu quero sentir o vento
de suas asas no meu espírito,
e deixar ser eterno em mim a pureza de um menino,

anjo,
leve-me nas alturas
para longe das amarguras,

deste lugar que faz a vida ser um nada sem fim.






LEANDRO OCSEMBERG

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

UM TIRO NA GLÓRIA




















Uma sinfonia na tempestade,

lágrimas de guerreiros mortais,

punhos de aço ensanguentados em suor,
vitoriosos de paz e orgulhosos de espíritos,

nenhum cadáver entre os deuses,
é um destino fraudulento e inescrupuloso
em uma armadura orgânica,

seu corpo seu tudo??,

é uma farsa diante do desejo divino
as mãos juntas por um todo,

poder e força nas guerras ,
os fracos não terão vez,

armas imortais são palavras de honra,
no espírito que flutua nos ares,

é chegada a sua hora,
um trono sem rei ou rainha
todos iguais, causadores de feridas,

uma guerra travada entre o céu e o inferno,

um tiro na glória dos homens de poder
por moedas de ouro vendido aos tolos,

um tiro na glória dos homens de poder,
sábio são os loucos que morrem para vencer,


mesa farta em trapos imundos,
sem perdão ao próprio cão que late acorrentado,

sem dignidade ou compaixão
que paraíso há em seu mandato??,


olho por olho dente por dente,
minha espada cruza o ar esfoleando o oponente,

seu sangue, minha vitória,
humildemente dentro de uma noite gloriosa,
carregada em chamas de vingança,

um tiro na glória,
não é com orgulho que se vive por perdão,

um tiro na glória
um Deus ressuscitado de graça veio me entregar o pão,

amor e compaixão, suas armas de guerra,
em suas palavras o sol eterno da vida
em plena lua de primavera.






LEANDRO OCSEMBERG.

ETERNA DESPEDIDA



























Há um sombra na linha do tempo,

sobre as rugas de minha pele,
um ferimento que encharca os olhos,

um aceno da saudade
nas alegrias desenhadas no vento,

a vida é uma eterna despedida
eterna quando estamos nos vendo,

um alvo em meu peito,
partido com uma lança de sentimentos,

uma bomba que nunca explode
construtiva de vários desejos,

ganhando vida em seus abraços,
as cores vão se formando,

ganhando sentido no sorriso
que pela manha desperta a sinfonia
e ilumina o caminho que estamos vivendo,

se tudo acabar antes do recomeço,
é o momento de dizer que é eterno,

se tudo acabar na hora do recomeço
eu sempre direi que é belo dentro do sofrimento,

uma eterna despedida
este é o significado da vida,

nos olhos sempre foi ela quem surgiu,

jogue pelos seus caminhos
correntezas de alegrias, esbanje sorrisos,
e deixe um deles me levar nas ondas
que se formam nos seus lábios,

é uma eterna despedida,
enquanto se pode sonhar,

é uma eterna despedida
essa simples vida carregada de mistérios,

cheia de dor ou não, não importa
nós sempre esquecemos as mágoas, e perdoamos as falhas,

de verdade é o que vive,
de mentiras foi o que sofri,

intenso desejo de sentir como louco,
soltar as imaginações e estar sempre ao seu lado,

a vida é uma eterna despedida
querendo fugir ou não de si mesmo,

por ela somos apaixonados.





LEANDRO OCSEMBERG

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

AOS MEUS FILHOS

é um tipo de mágica
ou um encanto da natureza,

assim como o sol nasce
vive em mim o seu sorriso,

apenas um pedaço do tempo desenhado
nas paredes da imaginação,

um pedaço de mim tão vivo
e construtivo de idéias
que remove meu coração,

nós não poderiamos imaginar,
nem ao menos sonhar,
apenas desenhar nossos destinos,

em um barco de papel
que flutua nas águas
de uma bacia no quintal,

um momento mágico da vida,

tão único em nosso olhar
tão mágico no seu sorriso
que me faz viajar dentro do tempo,

uma parte de mim
pura, viva e inocente,

filhos
são o amor mais puro em nossas vidas,

na gestação a dor, no parto
a certeza de muitas alegrias,

pela manha
é apenas um sopro do vento no rosto,
duas almas carregadas de amor,

no fim da tarde um sinal
que estamos bem um ao lado do outro,

e no cair da noite duas marcas
de pegadas no caminho de casa,

uma ceterza de que somos um só,
dentro do oceano de nossas duvidas,

além da linha do horizonte
existe um lugar,

um lugar onde iremos nos sentar
e na pureza de nossos corações
iremos admirar o por do sol sobre nossas vidas,

vidas que sempre juntas iram estar.






LEANDRO OCSEMBERG

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

CORAÇÃO DE PAPEL II





















Outro dia sem você,

uma tarde ensolarada depois
das lágrimas das nuvens,

em amarelo e vermelho
o que importa as cores do arco-íris
se eu não posso escorregar no seu olhar,

não é assim que os sentimentos funcionam,

um papel amassado
com seu nome rabiscado,

um pedaço de você guardado aqui
para ser lembrado quando nós ainda
éramos jovens e apaixonados,

dizer que te esqueci não é possível,

meu coração não é de papel
tão doce e puro é o seus lábios sabor de mel,

é um sentimento puro
no meu coração que não é de papel

em cada raio do sol
há um pedacinho de você,

iluminando um cantinho em mim
onde você sempre irá morar,

mas não é assim
que os sentimentos funcionam,

no olhar uma luz
que indica um caminho,

nas linhas ondulares do seu sorriso
um desejo tão puro e vivo,

uma miragem do amor
ou uma loucura da dor,

construir nossos sonhos não é impossível,

apenas mais uma tarde com você
e abrir está carta,

por que meu coração não é de papel,

mas você é em minha vida
o anjo que veio do céu.







LEANDRO OCSEMBERG.