sexta-feira, 26 de outubro de 2012

DOCE IMPRUDÊNCIA





















Estou completamente apaixonado,
seu olhar em mim inventou uma perda,
quando estou longe,
tudo parece fácil sem você aqui,

seu silêncio,
é uma disposição em meu ego,
eu não sonho com isto,

essa distância
sempre quer dar as caras,
quem de nós esta sozinho?,
a solidão se torna real no meio da noite,

olhar sentimental fácil,
quando a intensão é despertar o desejo,
chame-me na noite, me deseje,

seu silencio é uma habilidade em meus ouvidos,
eu sou completamente apaixonado,
é uma disposição em meu ego chegar mais perto de seu rosto,

doce imprudência,
descobrir minhas mãos para cima do seu corpo
de amar, de viver um sonho,

ler seus lábios, é o amor a inversão em seus olhos,
é o brilho da sua luz que é incompreensível,
o amor é tudo oque posso fazer.



LEANDRO OCSEMBERG

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

UM DEUS SEM CARÁTER























Vivo sem raízes de expectativas,
outro contraste na luz, mais uma falsidade inventada,
é longe da sombra que vejo meus medos nas ciladas,

outro embate na luz,
é muito fácil preterir,
é muito fácil iludir,

rabiscado no epílogo trágico,
lavrado em campos imaginários,
nos truques de um deus sem rosto,

dramas e desventuras humanas,
estou totalmente sem nenhum no olhar,
aos poucos descobrindo em mim mesmo a dor,

minha vida está no rosto de alguém,
quando a musica acaba, é lá que tudo começa,
você quebra um coração e tenta refaze-lo,
nos truques de um deus sem rosto,

é muito fácil fingir,
é muito fácil dizer certas palavras,
é muito fácil criar indignação para trazer de volta
tudo aquilo que sempre quisemos,

agora fecho os meus olhos alagados
que corrompem minhas mãos sem vida,
o amor uma vez já foi tão vivo,

acendam suas velas, rezem suas preces,
eu não invento o por que,
o amor já foi tão vivo,
mas esvaeceu imprudente,

é um recreio humano
tudo aquilo que sempre quisemos.



LEANDRO OCSEMBERG

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

O JARDIM SECRETO


















Apagam-se as luzes,
as estrelas querem brilhar,
a noite canta como um violino
no sabor de vinho tinto,
onde buscamos sonhar,

fecham-se as portas,
é dada a meia volta
em torno de nosso olhar,

é por sua graça e serenata,
é por sua candura que me encanto,
esta luz, só o poeta pode enxergar,

no picadeiro de minha reflexão,
você baila docemente,
dentro de minha mente nós iremos ecoar,

nos prados do pomar confidencial
sua essência, onde jamais se viu,
florão seduzido,
olhar extasiado que jaz existiu,

clareado a dissimulação eminente
do amor em chama ardente,
és venero o seu pisar nas nuvens,
este anseio, jamais se evadiu,

é por seu indulto e seu cântico,
é por sua doçura que me fascino,
esta ansiedade, só o poeta conheceu.



LEANDRO OCSEMBERG

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

SONHOS



























Quero olhar em seus olhos,
e desvendar seus mais profundos sonhos,
quero beijar-te apertado em meu abraço
e te sentir em calor afago de meu colo,

vou deslizar em seus ouvidos
palavras doces e infinitas,
tocando no profundo de seu ego
te fazendo de encanto e magia,

as lágrimas mudam de olhar
brilhando em meus desejos,
quero te levar no sabor do amor
e lhe derramar em meu doce canto sereno,

quero beber de seus lábios
como a água muda para o vinho,
desejando-me naufragar
e me conjugar em seu ileso tecido,

em seu toque leve como uma febre
noite a dentro percorro seu corpo,
e na fragrância de seu aconchego
quero me queimar no pecado de seu fogo,

quero me perder nos caminhos
onde seus braços me dominam,
e na beira do oceano do seu amor
suspirar o teu ar profundo e divino,

quero acordar em seus braços
e descobrir que a vida não é um sonho,
quero sorrir e me declarar
em uma amor infantil e risonho.


LEANDRO OCSEMBERG

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

DUPLO SENTIDO




















Há uma mentira sobre o céu,
e ela esta findando tudo o que somos,
quando eu escuto suas expressões,
percebo a ofuscação de sua magia,

há uma lágrima no olhar do cadáver aprisionado,
e ela está findando tudo o que somos,
e quando eu observo a sua capacidade,

há algo que me entorpece,
seu brilho me narcotiza,

em minhas mãos, não há coisa nenhuma,
e um nova calúnia irá abrolhar,

há um perfume nas rosas,
e ele está aliciando o espirito,
sua terra, não é um ambiente santo,
não há santo algum neste recinto,

há algo que me entorpece,
seu aroma me adormece,

nossos desejos nunca são os mesmos,
ou são as mesmas vontades de reis e rainhas
que aliciam e bailam em suas gargalhadas profanas,

a fúria sussurra,
nas ocasiões conseguimos peregrinar no bosque,
mas nunca o fazemos sozinho, como dois caminhos
indo até o mesmo lugar onde o sol se esconde,

há algo que me entorpece,
para um novo dia, para um lugar
onde só a verdade irá suportar.



LEANDRO OCSEMBERG

DOCE INOCÊNCIA




















Amo,
amo por que tenho que amar,
o amor é uma luz,
que nos faz brotar,

amo,
com puro sentimento,
declínio de sedução,
vontade de paixão,
amo, com intenso desejo,

amo,
o amor é o combustível da criação,
na trama perfeita da vida
és engrenagem de toda emoção,

amo,
como um leve e singelo menino,
pequeno de gesto, amplo de mistérios,
amo, como ama o amor infindo,

amo  historiando sobre linhas,
desfecho patético de vida,
no olhar do deus do olimpo,

amo,
com rosas em punho
ejetando a semente do amor
no coração negro de meu inimigo,

amo,
como o sol ama a lua,
como o vento faz surpresa e demência,

amo,
o amor é existência,
caso encarcerado da predestinação,
na doce inocência da alucinação.


LEANDRO OCSEMBERG

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

EM ALGUM LUGAR DO CORAÇÃO





















Leve-me,

tão longe deste abandono que nos espera,
você sentiria como uma pluma ao vento
todos os nossos sentimentos,

eles estão acima do sol,

te mirando como o grande talento
nas aspirações mais profundas,

troque o seu silêncio,
por um pouco de amor,
leve-me, sejas onde for,

há milhas longínquas,
nossos olhares se interrompem,
como o rio que nascerá pequeno,
vazando no imenso mar
incógnito de nossos desejos,

levemente em seu chamego,

te mirando como o sol
nos devaneios mais deslumbrados,

nós cavalgaremos entre as planícies
de flores amarelas e seus atrativos divinais,

troque a sua solidão
por um pouco de afeto,

no fim de nossa saída será advertido
como éramos em nossos frescores,

leve-me em seu alento acalanto,
troque os seus medos pela meiguice,

em algum lugar, é isto o que somos,
é isto o que realmente conhecemos.



LEANDRO OCSEMBERG