quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

TROCADILHOS III



























Eu não sei o que sei por que sei,
eu só estou sabendo,

nasci pelado, careca e sem dente,
o por de mais, vou aprendendo,

eu não encontro
que se encontra para encontrar,

e nem perco o que perdi para perder
apenas busco nos sonhos o desejo de viver,

eu não sou sozinho cósmico universo
e nem acompanhado sou no que quero,

é um trocadilho confuso
forjado em fogo e ferro,

eu e você,

não somos o que somos para ser,
e nem vivemos o que se vive para morrer,


mas deixar tudo de lado
entre humano e animal,

é ser sempre puro, espiritual,


o coração não bate
por que tem que bater,

e nem jorra o sangue
por que tem que nos manter,


de alguma maneira, é divino
tudo o que sentimos, tudo o que nossos olhos podem ver.




LEANDRO OCSEMBERG

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

SE O AMOR ACABAR























Outro temporal,

pela janela, uma neblina humedece os olhos,

você me fere com seu orgulho
mas não deixa vazio o meu mundo,

você diz sempre em silêncio
tudo o que eu quero ouvir,

mas sempre me nega nas multidões,

você sempre me tem no olhar
e me arrasta em suas loucas emoções,

se o amor acabar
nossas vidas serão em vão,

se o amor acabar
então não haverá ternura, não existira paixão,

você retoma as ilusões
e eu vou me deter outra vez,

mais uma noite em seu calor,
mais um sonho vivido debaixo das estrelas,

eu ainda tenho seu poder sobre mim,
para sempre, quando o amor é tudo,

se o amor acabar
nós nunca teremos uma vida,

se o amor acabar
para sempre seremos dois corações
que sangram em suas feridas,

no desenho fino e delicado dos seus lábios
é o um caminho que seduz minhas intenções,

durante o dia uma competência,
na noites nossas trocas de experiências,

longas noites ferventes e árduas de paixão,

se o amor acabar
não posso dizer que um dia existi,

se o nosso amor acabar
nunca haverá motivo para dizer que sou feliz.




LEANDRO OCSEMBERG

QUANDO VOCÊ TOCA EM MIM


























Apagam-se as luzes,

é chegada a hora de refazer o caminho,
e apenas sentir de novo,
sentir quando se está sozinho,

nas linhas da vida
outrora roubado de mim,
mais um longo suspiro,

enquanto houver dor,
estará vivo no amor,
meu coração viverá por você,


quando você toca em mim
as lágrimas sessam e meu sorriso ganha vida,

quando você toca em mim
as feridas somem
e as cicatrizes se curam,

é um tipo de magica
uma armadilha sem perigo,

um desejo que se vive procurando
nos rastros das estrelas e seus destinos,

lavando os olhos
diante de seu olhar,

enxugando a queda brutal das lágrimas
sobre sua distância e o lugar onde te encontar,


renascer do amor não é impossível


quando você toca em mim
a vida ganha um único sentido,

quando você toca em mim
tudo se torna belo e infinito,

dentro dos seus abraços
um mundo chocando-se com outro,

um calor tão quente e vivo
que aquece o frio do meu corpo,

a chama do amor que revive todos os sonhos,


quando você toca em mim
é como o ar que eu preciso,

quando você toca em mim
eu sempre sinto,

você é a razão pela qual eu vivo.








LEANDRO OCSEMBERG

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

É TUDO MENTIRA






















Palavras borradas,
em um livro negro de escrituras sagradas,

vasos aquebrantados na ventania
ventania que leva o sangue na navalha,

diante de Deus acusado por um pobre diabo,
eu não fiz nada que me disseram,
eu pequei por meu próprio intuito,

eu juguei meus irmãos
eu os condenei por minha boca,

assassinei suas almas e destruir suas vidas
e não atirei pedras por que me disseram para atirar,

eu sou o próprio erro da humanidade,
sim, eu sou o senhor do pecado,
a semelhança da morte e semeador da flores da dor,


perder o lugar no céu
é apenas um fato trocado por ouro e prata,

nos anos oitenta jugavase o caráter de um homem
hoje se julga sua conta bancaria,

comparando vidas na prateleira de um mercado
explodindo em ódio alguém entra pelo corredor
e próximo ao caixa saca sua arma e me alveja,

palavras de desprezo e injurias,

do que adianta ajoelhar-se,
para que invocar perdão
se o perdão é para si próprio,

não importa o destino de uma vida
por que a jornada é o caminho do destino,

a morte é a ponte florida que leva longe,
longe onde Deus está esperando,

então ferir para se erguer é tudo o que há nas mãos,
tudo o que temos é uma mentira de nossa invenção,

nosso prazer é passar por cima dos outros
deixando Deus assistir sem ao menos saber se ele realmente
alguma vez esteve em nossas vidas,

usando o nome de seu filho em prol de nosso próprio bem
e não ao bem dos outros,

é tudo mentira,
toda nossa dor, toda nossa vida,

todas as nossas palavras, todas as nossas alegrias.





LEANDRO OCSEMBERG

A VIDA É























A vida é um filme
que não pode ser rebobinado,

a vida é um jogo
um longo fato consumado,

a vida é bela,
e por outrora um embaraço,

neste instante um pensamento,
um desejo, uma alegria, uma ferida
de breve curto prazo,

a vida é uma benção
segundo o seu criador,

a vida é vida
quando se encontra um grande amor,

a vida é feita de lágrimas e sorrisos
a vida é um bem querer, doce e amargo
no olhar de um puro menino,

a vida é uma dança
uma música tocada,

que não pode ser repetida,
mas já fora registrada,

a vida é um caminho percorrido
cheia de duvidas, cheia de trapaças,

a vida é cheia de alegrias
e vazia nas nossas gargalhadas,


a vide é um doce
de leve tipo salgado
como o mar imenso,

a vida é a vida exibicionista
eu e você no barco dos sentimentos.




LEANDRO OCSEMBERG

domingo, 22 de janeiro de 2012

TROCADILHOS II
















Eu não entendo
o por que entendo
o que tenho que entender,

e é nessas horas
que você deveria estar comigo,

mas eu não aprendo
o que aprendi para aprender,

e é nesse momento que eu deveria te esquecer,
agora que você me vira as costas,

mas não adianta,
você vira o pescoço e me olha,

como se eu fosse um pobre menino
de uma simples família, no seus olhos,

mas em meu olhar você é
a dor de uma ferida,

eu não deixo
o que deixei para deixar,

e não finjo o que se fingi para enganar,
mas agora tanto faz, você não vai mais voltar,

eu não perdi o que se perde para perder,
foram apenas trocadilhos,
palavras de sua mente
que me fizeram desfazer,

isso não foi só uma simples história,
ou você ainda se importa?.





LEANDRO OCSEMBERG

sábado, 21 de janeiro de 2012

NO FUNERAL DE CRISTO





Mil noites estreladas,

o lugar parece estar vivo,

nenhum sinal, nenhuma luz,

o lugar parece estar vivo,
sangue em lágrimas, flores no tumulo,
o lugar onde pertenço, é este o seu caminho,

olhando o buraco mais uma vez
inacreditável, um vazio completo de esquecimento,

você procura um tempo dentro do tempo
para se confortar consigo mesmo,

matando seus defeitos e satisfazendo seus desejos,

está tão longe de acabar,

enquanto suas lágrimas desaparecem
um vulto em seus pensamentos trás de volta o ego,

as palavras estão se apagando,
a cegueira está quebrando as linhas do tempo,

se a luz falhar,
a escuridão será assombram-te,

se a luz se apagar,
a escuridão será predominante,

diga-me, quem tentou de novo?,
outra vez, outro choro nos ouvidos,

um abraço de paz entre palavras amigáveis,

erga a espada,
o cajado reflete a luz,
o caminho já estava escrito há milhares de noites atrás,

o lugar parece estar vivo,
uma presença leve como o vento no rosto,

sentindo que outra vez sou o que vejo,
um corpo sem vida, sem sentimentos,

ou apenas um objeto de desejo em minha carne esfolada nos olhos,

se a luz falhar,
nossos medos serão constantes,

se a luz se apagar,
nossa morte será abundante,

o lugar parece estar vivo,

eu ainda sinto sua vida na morte,
uma eternidade pura e santificada,


por que se sua luz se apagar,
nossas vidas não passaram de migalhas.







LEANDRO OCSEMBERG