terça-feira, 8 de março de 2011

O ANJO E O DEMONIO - FIM


no santuário de sangue,
promessas foram cumpridas,
Deus esta chamando seus filhos,

batizado em águas de poder,
levado pelo anjo na presença
da criação do poder real, o amor,

minhas lágrimas sessaram,
meu sangue se tornou vivo,
minha dor era tudo,

sem perceber, eu me entreguei como refém
e toquei no anjo, e ele me olhou
com seus olhos explodindo em mim
com toda a sua pureza, eu me fui,,

seguindo seu perfume na calada da noite,
eu estava hipnotizado, eu fui possuído
pelas suas palavras, eu fui tomado
pelo seu charme e agora sou todo seu,

era eu um pobre diabo
em um céu radiante,
um rio com seu fluxo mudado,

nuvens negras se vão,
a escadaria para o paraíso surge,
minha mente se quebra,

o anjo me levou para o alto,
eu pode ver o seu sorriso
e suas mãos já lacraram meu coração,

não há tamanho poder este que me conduz,
um sussurro não parou a guerra,
que os loucos inventaram,

caído ao fogo
meu corpo virou cinzas,
meu sangue é uma poça
onde vejo a luz que esse anjo
fez brilhar na escuridão,

onde segue meu espirito
guiado por suas mãos.





LEANDRO OCSEMBERG

MENTES MAQUIAVÉLICAS
















Eles criarão o poder,
surgiu da terra tudo,
todo o seu conhecimento,

o fogo arde por anos,
almas queimadas,
Deus está esquecido,
nas mentiras frias deste chão escuro,

de desejos levianos
esta repleta toda a sociedade,
com suas mentes maquinando,

almas lamentaram,
o primeiro sol já se foi,

dormindo na piedade que se cria,
por uma chuva de lágrimas,
nenhum punhal reflete na mão
se você for fraco,

em suas vaidades,
a morte tem sua beleza,
é um inferno em si mesmo,

a vida é de quem a tem
enquanto você sangra e agoniza,
o segundo sol se foi,

eles caíram, e gritaram,
por mãos abomináveis da criação,
em seus romances de coração negro,

se o espirito morre antes da alma
a pureza da juventude é massacrada,
apavorado depois do anoitecer,

um reino glorioso,
suas criações, são apenas luxúria e poder
nós vivemos e morremos na esperança,
onde a esperança mente morrendo,


onde todos deitaram.



LEANDRO OCSEMBERG

A MARCA DA ROSA
























Um sonho cruel atravessa minha mente,
enquanto todos estão correndo,
aos poucos estão murchando, morrendo,

enquanto há dor, existira vitimas,
e sofreremos novamente,

um olhar obscuro atravessa minha frente,
o paraíso chora a minha ausência,
é preciso  voltar pra casa,
é uma morte triste saber o que ocorreu,

ela, uma febre,
apenas uma forma de que estou sofrendo,
absorvendo a luz dos meus olhos,

o veneno age na alma
através de seu olhar,
é apenas uma forma de que estou sofrendo,

que rio beberia da vida,
em tão profunda ilusão,
onde a maldição se torna uma benção,
não, é só a sedução dos seus traços,

o pesadelo que se esconde
é a dor que você sente pelo frio,
os anjos lamentam seu vasto prazer,
mas o conquistador é um falso ritual,

ídolos caídos que enxiam um mundo com mentiras,
os retratos de lágrimas mostraram a aflição
de todos os seus deuses, toda dor tem dono,

toda queda será certa
como o perfume das rosas,
como o véu escondendo o rosto,

em silencio, sangra as faces,
os moinhos de deus moem lentamente
o corpo delicado e sutil
onde vermes devoraram tudo,

frente a frente com o seu criador angelical.




LEANDRO OCSEMBERG

segunda-feira, 7 de março de 2011

VENENO













Mãos vazias, pés descalços,
eu não me importo se o seu desprezo fere,
só a pele é cheia de dor,

o que nós escolhemos para esquecer
lançando uma pedra de sua mão,
o inferno é onde o coração esta
colocado em total abandono,

e não tenho efeito,
com pessoas que não se importam
se você esta viva ou morta,

ela é a dona da minha dor,

maneiras favoritas,
que escolhemos para odiar,
em dias de santos
com seus truques irritantes,

o inferno é onde o coração esta
testado em fogo árduo,
sempre o mais perto da chama,

eu sou um veneno,
louco e exuberante
sou escravo das decisões,

este verão chuvoso,
sabendo o que você procura
é o que você teme,

o sorriso é um presente
quebrado em mim,
toda a sua mente
quebrada em mim,

basta um só movimento louco
para poluir meu coração,
uma luz que se acende
em uma maneira perfeita,

o oposto perfeito que você pediu,
de formas que sabemos,
obcecado na memória com os dedos quebrados,

e não ha nada como perder você,
por que esta tudo em face do que nós
pensávamos que sabíamos antes,

é tudo da forma que sabemos que
poderia ser tudo isso,
ela é a dona da minha dor.




LEANDRO OCSEMBERG

quarta-feira, 2 de março de 2011

FRIO CONTAGIOSO















Covas abertas,
você terá a sua,
rosas mortas cobriram seu leito,

oceanos de lagrimas,
olhos formaram o seu,
o sol será gelado em sua pele,

em um perfeito dia,
você sorriu, mas não viu o sabor
amargo no olhar do injusto,

o ceifador esta ceifando almas,
em suas mentiras inventadas,
alguém esta chorando a ausência de Deus,

dias de glorias,
quem não terá o seu,
ate lúcifer tem quando torna
a destruição em carne viva,

sorrisos falsos se levantaram,
como as águas de uma enchente,
o desespero assolara toda vida,

quem não quer mais se enganar?
então não engane, não faça chover,
o frio das palavras enganadoras
surgem em dias perfeitos,

corações enganados,
ilusões desfeitas,
na ha nenhuma luz neste lugar,

um sinal de despedida,
quem vera o seu?, esta tudo perdido,
não encontramos respostas em vasos vazios,

promessas foram feitas,
rituais se fizeram,
mas não tão quanto forte,
no livro das escrituras,

no fogo do inferno,
alguém terá o seu lugar,
brindando com a dor todo o pecado,

no fim de um dia escuro.





LEANDRO OCSEMBERG

O OLHO DO TIGRE II

 












O sol surgia atrás de montanhas
tão escondido e radiante,
era uma surpresa de Deus,
um presente divino, tão puro
quanto os olhos do tigre na escuridão,

no caminho para o paraíso, rosas mortas,
anjos feridos, a destruição da humanidade,
era a guerra entre o céu e o inferno,

meu caminho esta divido,
eu fui massacrado, humilhado,
e tudo o que me importa é o meu amor,

todos aqueles que me acenaram se foram,
tudo o que havia em mim se foi,
não posso mais chorar,
eu mal sinto a dor de uma ferida,

no inferno sou uma alma perdida,
e o que me importa é o meu amor,
o amor que cristo me deixou para seguir,

Deus sabe o quanto eu me dediquei,
Deus sabe o quanto eu amei o próximo,
mas foi em vão, eu irei morrer,

cada visão humana, uma dor, uma mentira
onde irei ver um erro,

eu vivi cada suspiro em minha carne,
eu senti cada pingo de prazer na chuva,
eu provei o veneno do desprezo,

enganado, traído, confundido com os sanguinários,
caminhos de pedra agora são meu juízo,
a escuridão não me assusta na calada,
meu amor é a luz que eu vejo,

a travessia da ponte é árdua,
a correnteza do rio é profunda,
mas Deus esta me vendo, ele ira me socorrer,

ferido como um pássaro perdido,
toda ilusão é apenas um fato miserável,
toda dor é um presságio,

no céu sou um anjo, na terra um peregrino,
o inferno quer meu sangue a qualquer preço,
alguém ira desistir da guerra, o céu ira se apagar,
o que é essa oração que estou ouvindo??,

alguém clama por perdão, mas,
vivemos como pequenos anfíbios,
nas mãos de um poder indestrutível.





LEANDRO OCSEMBERG

PURO AMOR















Enquanto a lua surgia,
arrastando o sol da escuridão,
as estrelas lhe faziam companhia,

assim eram suas mãos,
sobre as minhas, o poder
do seu olhar guiava-me na dança,

a ventania dos seus lábios
profunda em meus ouvidos,
eram as asas da minha liberdade,

o sabor dos seus lábios
a dopagem do meu viver,

como um menino sorridente
seu carinho me faz ser,
o calor do teu corpo é
a chama viva da minha alma,

as luzes se apagarão
a musica acabará antes do amanhecer,
e eu não consigo te esquecer,

no meio do temporal,
nunca mais dançarei de novo
na noite como dancei com você,

ilusões inventadas não fazem raciocínio,
não se pode levar um pedaço do coração,
então porque você faz assim??,
não se pode inventar o amor,

eu nunca mais lhe terei de novo
como uma grande amiga,
corações feridos só querem se encontrar,

o amor puro se faz na inocência,
e se constrói nos sonhos a razão
pela qual se ama verdadeiramente,

segurando firme as mãos de quem te ama,
conduzindo seus olhos para um novo amanhecer.



LEANDRO OCSEMBERG.