quarta-feira, 2 de março de 2011

O OLHO DO TIGRE II

 












O sol surgia atrás de montanhas
tão escondido e radiante,
era uma surpresa de Deus,
um presente divino, tão puro
quanto os olhos do tigre na escuridão,

no caminho para o paraíso, rosas mortas,
anjos feridos, a destruição da humanidade,
era a guerra entre o céu e o inferno,

meu caminho esta divido,
eu fui massacrado, humilhado,
e tudo o que me importa é o meu amor,

todos aqueles que me acenaram se foram,
tudo o que havia em mim se foi,
não posso mais chorar,
eu mal sinto a dor de uma ferida,

no inferno sou uma alma perdida,
e o que me importa é o meu amor,
o amor que cristo me deixou para seguir,

Deus sabe o quanto eu me dediquei,
Deus sabe o quanto eu amei o próximo,
mas foi em vão, eu irei morrer,

cada visão humana, uma dor, uma mentira
onde irei ver um erro,

eu vivi cada suspiro em minha carne,
eu senti cada pingo de prazer na chuva,
eu provei o veneno do desprezo,

enganado, traído, confundido com os sanguinários,
caminhos de pedra agora são meu juízo,
a escuridão não me assusta na calada,
meu amor é a luz que eu vejo,

a travessia da ponte é árdua,
a correnteza do rio é profunda,
mas Deus esta me vendo, ele ira me socorrer,

ferido como um pássaro perdido,
toda ilusão é apenas um fato miserável,
toda dor é um presságio,

no céu sou um anjo, na terra um peregrino,
o inferno quer meu sangue a qualquer preço,
alguém ira desistir da guerra, o céu ira se apagar,
o que é essa oração que estou ouvindo??,

alguém clama por perdão, mas,
vivemos como pequenos anfíbios,
nas mãos de um poder indestrutível.





LEANDRO OCSEMBERG

PURO AMOR















Enquanto a lua surgia,
arrastando o sol da escuridão,
as estrelas lhe faziam companhia,

assim eram suas mãos,
sobre as minhas, o poder
do seu olhar guiava-me na dança,

a ventania dos seus lábios
profunda em meus ouvidos,
eram as asas da minha liberdade,

o sabor dos seus lábios
a dopagem do meu viver,

como um menino sorridente
seu carinho me faz ser,
o calor do teu corpo é
a chama viva da minha alma,

as luzes se apagarão
a musica acabará antes do amanhecer,
e eu não consigo te esquecer,

no meio do temporal,
nunca mais dançarei de novo
na noite como dancei com você,

ilusões inventadas não fazem raciocínio,
não se pode levar um pedaço do coração,
então porque você faz assim??,
não se pode inventar o amor,

eu nunca mais lhe terei de novo
como uma grande amiga,
corações feridos só querem se encontrar,

o amor puro se faz na inocência,
e se constrói nos sonhos a razão
pela qual se ama verdadeiramente,

segurando firme as mãos de quem te ama,
conduzindo seus olhos para um novo amanhecer.



LEANDRO OCSEMBERG.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

BONECA DE PORCELANA

















Tempos de guerra, o sol já se põem
sobre a poeira de um vendaval,
feridas cicatrizam, as marcas persistem,
Deus esta observando,

ela é uma garota desiludida
que foi amada como o vento,
frustrada com seu cupido,


ele é apenas um sonhador
que vê nas pessoas a chance
de um mundo bem melhor,

entre anos e anos,
seus caminhos se cruzam
como raios em um céu tenebroso,

quem poderia me emprestar suas chances
eu valorizaria cada segundo na noite,
pessoas não podem entender, Deus e seus planos,

como dois estranhos no paraíso,
olho a olho dentro de suas almas,
sonhos perdidos não trazem juízo,

a distancia eu a vejo,
tão quieta, tão sorridente,
retratos guardados de recordação,

loucos desvairados na noite,
não me roubam a atenção
minha cabeça segue baixa,

com o coração partido em dois
na esperança que estou amando,
que estou bem seguro,
não passa de uma ilusão,

sobre a chuva, sou apenas eu,
um senhor de uma noite qualquer,
algo assim sempre sessa, acaba,

é apenas a semelhança de um criador,
é apenas o desejo de se completar,
não se pode amar como os anjos,

não neste mundo, não neste tempo,

a noite esta mais escura,
o caminho a diante vai sumindo,
mas sempre esbarramos em pedaços
de bonecas de porcelana.




LEANDRO OCSEMBERG

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

QUARTO DE ESCURIDAO




















Quanto vale um suspiro?,
qual é o tamanho da dor?,
por que o amor é assim,
constrói nossos sonhos
e depois foge de nós,

eu quero tocar o céu pela manha,
eu quero voar no vento e dar de cara
com um muro tão alto, mas
tão alto quanto o universo,

águas passadas não movem moinhos
então é por isso que você não esta aqui,
eu nem notei sua ausência nas fotos,

eu não posso mais te esquecer,

eu afoguei meu coração
mas não pode deixar de notar,
seu rosto estampado nele,

eu só queria poder viver
este seu sorriso todas as manhãs,
e morrer todas as noites no oceano
que emerge dos seus braços,

eu ouço vozes em um quarto de escuridão,
eu sinto o medo mas não me contenho,
é sua ausência que me assola,

o barulho na escadaria,
eu sempre acho que é você chegando,
mas sempre estou enganado,

o telefone nem toca como antes,
a vidraça da sala estremece,
é apenas o vento, o silencio,

eu vejo uma nuvem negra no céu,
em um céu de dor,
eu só estava a te esperar,

abraçado ao travesseiro,
sigo noite a dentro,
em um quarto de escuridão,

onde sei que um dia seu perfume exalou
a mais profunda e envolvente sedução,
onde sempre sonhei com seu amor.




LEANDRO OCSEMBERG.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

NUNCA DEIXE DE SONHAR














Já era tarde, o sol se escondia
atrás de montanhas, altas indecisões,
o frio vinha com a noite, duas almas solitárias,

uma nuvem negra surgia no leste,
pensamentos carregados de magoas,
no oeste, uma poeira se levanta,

em um pingo da chuva eu senti,
a sensação da liberdade,
mas até o mel mais puro azeda
em um recipiente sujo,

o espelho da alma se quebra sempre,
linhas retas se fazem ondular,
alguém esta nadando no seco,

uma razão para viver,
esta dentro dos nossos sonhos,
nunca deixe de sonhar,

qual a pele que se rasga
e não sangra a dor?,,
qual o coração que não bate
em busca de realizações??,,

que deus não curvaria seus
ouvidos para atender as
suplicas de um filho,

as vezes desejo nunca ter nascido,
por que fácil vem, fácil se vai
não diga que sou um sonhador,

todos o sonhos são iguais,
quem sonha mais alto que quem?,
que desejo é melhor que outro?,
somos todos iguais, veja,

há só um deus,
há só um poder,
o desejo é um só...

nunca deixe de sonhar.





LEANDRO OCSEMBERG

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

ANJO DOURADO





















Esta noite, eu te pegarei em meu colo
e irei cochichar baixo em seus ouvidos
doces palavras de amor,

esta noite, você saberá o quanto eu a amo,
no universo, a tanto a se saber,
assim como no seu coração trancado,
magoado em tantas enganações,

eu sei, é fácil iludir, mas não tão quanto
a covardia de conquistar a quem se ama
sem ao menos ter a capacidade de amá-la,

ferir a quem se ama, é o mesmo que ferir-se,

esta noite, pegarei em suas mãos,
e te levarei até o jardim,
iluminado pela lua dos apaixonados,

deus já caminhava pelas nuvens
quando ouviu suas lagrimas
e te viu, tão só, tão amante,
esta noite durara mil anos,

em seu sorriso límpido e radiante
com o perfume das rosas, na essência da paixão,
meu coração se entregou como um ladrão,

então eu não poderia negar,
eu não poderia fugir de mim mesmo,

em meu olhar tão fixo,
você é tão doce e meiga,
como um anjo dourado
no fim da escadaria,

o amor é mágica da vida,
tão ingênuo, puro e eficaz
curando a dor de cicatrizes,

nas águas do rio da vida,
eu lavarei suas feridas,
e colocarei você onde você
sempre deveria estar,

eu cuidarei de você,

amar você é um fato,
mas tê-la é um fato divino,
onde o amor de deus faz sua obra,

onde o amor vence a morte e o medo jamais existiu.






LEANDRO OCSEMBERG

sábado, 29 de janeiro de 2011

A CRUZADA





















Enquanto meu espírito cruzava o inferno,
no final da ponte eu vi um brilho forte,
tão imenso que eu quase me ceguei,

a dor jaz do outro lado do rio,
mas não tão profunda como o olhar do anjo,
que estava a me esperar no fim da cruzada,
ele iria me levar de encontro ao criador,

eu perguntaria face a face tudo o que me assola,
o por que de tanta mentira, o por que de tantos erros,
mas eu nem sei por que estou sangrando,

no fim da ponte eu pode perceber,
o sopro divino do livre arbítrio,
eu pode sentir a presença do enganador,

eu nunca quis perder o controle,
eu nunca quis criar estórias,
eu nem me sentei a mesa dos carniceiros,

em lágrimas voltei na caminhada pelo inferno,
e cheguei até o esconderijo do altíssimo,
mas antes passei por um quarto de escuridão,

no meio da caminhada o diabo tentou me convencer,
dentre o suicídio ao poder,
suas ilusões, sua magica, sua luxuria,
eu não pode me iludir, eu fugi,

o sol surgia, tocando o ouro e a prata
enchendo os olhos dos admiradores,
um rio de água cristalina surgia,

em seu leito, as figueiras,
onde o rouxinol cantava uma nova canção,
já estava tudo decidido, Deus sabia o que tinha de ser feito,

meus joelhos sangram esfolados ao chão,
meu espirito se quebra como cristal,
e meu coração bate fora do comum,

em minha frágil visão,
eu ainda vejo o rosto de um anjo,
mas não consigo mais me conter,
mal posso ficar de pé,

minha respiração...nem se houve.




LEANDRO OCSEMBERG