Ela disse: "siga os meus passos".
Assim como as crianças esperam pelo amanhã,
Elas mudam os seus sonhos inocentemente.
Olhando através das janelas...
Onde todo adulto sonhou...
Você sente o ar pela fresta.
Eu nunca imaginei isso,
Eu nunca havia percebido o desperdício.
Ela disse: "siga os meus compassos",
Eu tento acreditar, o tempo passou.
Olhando através das janelas...
A infância se foi daqui,
Minha infância se foi daqui...
E minha descendência se despedaça.
Eu nunca imaginei isso,
Eu tento me manter acordado,
Eu desenho nas linhas tudo o que estou sentindo.
Você sente o ar soprando pela fresta,
E se ele escapou...
Você quer acreditar que isso não está certo.
Ela disse: "siga a minha canção",
E no reflexo da minha infância que se foi...
Eu nunca imaginei isso...
Eu tento não chorar...
Mas o tempo nunca diz adeus.
Leandro Ocsemberg

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