Lágrimas artificiais,
caindo de um olhar de plástico qualquer,
sorrisos pintados,
rabiscando os sonhos borrados,
ela se decepcionou com o seu amor,
um garoto de glicerina amarela e cinza,
ela está sozinha de novo,
seu regador de mentiras secou no jardim
que ela havia pintado no quadro de sua imaginação,
ela está esperando, ela está sonhando,
com as mãos atadas para trás em sua cadeira de ninar,
ela se magoou com as mentiras
de um garoto de glicerina,
seu sorriso está quebrado,
e seu olhar transborda sentimentos artificiais,
ele é um simples garoto de glicerina
em seu sorriso só havia mentiras,
ela está sentindo de novo
que o vento irá mudar mais uma vez,
ela irá sonhar de novo,
mas não será com outro sentimento artificial.
LEANDRO OCSEMBERG

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