sexta-feira, 28 de outubro de 2011

AMANHECER SOLITÁRIO


















Entre o vento gelado,
o sol colocava-se em seu lugar.
Uma manhã fria, solitária...
era apenas a sua ausência.

Um dia sem você
é como uma vida inteira
sem ter o que encontrar.
É o mesmo que sonhar
sem realizar um sonho.

Segurando suas mãos e indo...
indo onde você fosse me levar,
onde eu poderia estar,
nos prados do paraíso.

Na correnteza do riacho
dos seus longos cabelos,
a fragrância do sorriso de um menino,
um menino louco a sonhar.

O brilho dos seus olhos,
como as estrelas no céu,
me obcecando, me iludindo.

Eu sei, é difícil entender,
mas não tanto quanto querer o que se quer.
O que os olhos não veem, o coração sente.

Uma ventania corta-me o rosto
e seca as lágrimas plantadas sem razão.
É apenas uma sensação de que você está viva,
viva dentro do meu coração.

Esquecer um sorriso vivo
é o mesmo que nunca ter sorrido.
Não sentir o calor do abraço
é o mesmo que nunca ter esbarrado
em um tropeço do destino.

Ninguém disse que seria fácil;
nunca disseram que seria difícil
encontrar uma razão para saber...

Saber que o amor não está no corpo,
não está no desejo, e sim dentro de nós,
onde poucos o encontram.


Leandro Ocsemberg




Nenhum comentário:

Postar um comentário